
Quiproquó
Data 08/07/2015 02:06:43 | Tópico: Contos -> Humor
| Madrugada, quase três, e ela ali, sem sono, sem destino a ir e vir pela casa, tranquila na sua habitual intranquilidade. Um barulho no portão: – É o vento. “Que vento, que nada, nem brisa soprava...” O carro na garagem, espera aí, o farol piscando, havia alguém na garagem: – Quem está aí? Passos próximos à porta, pesados, porém menos do que os de Maria indo em direção ao quarto. O filho roncava e ela achou melhor resolver a situação sozinha, engrossou a voz: – Vou chamar a polícia! – Oh de casa... - disse o “bandido”. Maria não se conformava com o atrevimento e na sua imaginação já começou a confabular: “Ele acha que eu sou boba, se fazendo de conhecido, mas vai que eu abro a porta, vai esperando...” Engrossou a voz novamente:– Acorda Luiz, pega a arma, tem gente lá fora. Não tinha arma, nenhum Luiz e muito menos coragem por ali... “Onde eu estava...” Tremia, o coração a saltar pela boca: “Ah, lembrei”: – Vou chamar a polícia, já estou chamando 1...9...0. – Eu sou a polícia!- e o bandido parecia rir dela. O menino ameaçou levantar: – Não vai lá fora de jeito nenhum, tem alguém tentando roubar o carro. Nem deu ouvido, abriu a portinhola da porta da sala com cuidado e tcham... as luzes de alerta piscando frente ao portão, de fato...era a polícia. – Desculpe, o portão da garagem estava aberto e eu resolvi alertar, pode ser perigoso. Ria policial, ria filho, ria a irmã que acabara de chegar, menos Maria que até o nascer do sol murmurava: – Não tenho medo de bandido não, se eu soubesse que era a policia, aí sim, teria entrado em pânico, com sua irmã fora de casa... Imagina!
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Imagem retirada do Google.
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