
Estados de sítio
Data 03/07/2015 20:39:11 | Tópico: Poemas -> Introspecção
| Sonho-te grato pelas ondas oceânicas que navegam em mim excepcionais embelezando com tanta fúria minhas encostas brilhando translúcidas gotejando no sopé de cada margem novos cânticos trajando amores inalienáveis poemas precoces escritos a esmo vivificados no tempo – Agenda pra mim uma cerimónia transpirando vida congrega cada tom musicado em sonoras gargalhadas ávidas pelo reencontro acometido, profético entre nossas ausências compelidas entre mil tréguas pousando convidativas onde rompe mais um dia de vida esquiva,dolorosa, perpétuamente enaltecida – Saibamos nós temperar o tempo que nos foge quase inédito repetindo todos os roteiros na viagem intemporal desprevenida concedendo-nos em cada oração tão álgica uma existência fremente onde nunca relutantes pavimentamos nossa fé tão estereofónica…assim redimida – Eis minha vontade agora redesenhada nestas linhas empanturradas de palavras reticentes apenas premiando este desleixo que sei não sei mais como escrever um poema sem rimas imprevisíveis ou displicentes morrendo dispersíveis neste tédio furtuíto quando me deixaste na planície da solidão comendo-me de fastio quase tão apetecível…amiúdadamente instintivo – Não mais me encontro entre aqueles milímetros de tempo onde habitei escravo de tanta oratória perpetuada em todos os meus estados de sitio esgueirando-se de mansinho neste laboratório do amor onde efectivamos tantas vidas imergindo nas reacções em cadeia arquitectando-nos tão apelativas nas mãos deste teu servo que em ti habita equitativo passeando sossegadamente entre teus poros bramindo contaminados naquele perfume feliz quase intocável onde nos vinculamos palmo a palmo céleres, definitivos…implacáveis FC
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