
Para Camões IX
Data 10/06/2015 10:53:06 | Tópico: Acrósticos
| Encanta-se a lenda com bolorentos guerreiros
Tradição de avidez, abismos e de glórias Amores que à vasta costa se assomaram Mercadores com trechos de histórias Bárbaros que estrénuos se tornaram És Portugal, terra de tantas vitórias Mar e chão que ontem se encontraram
As irrupções que hoje são memória tua Sigilaram em ti o Mundo, o céu e a Lua
Muitos, seu crédito exararam nestes cantos Entre dinheiros Celtas e espadas de Viriato Mares de sangue e prantos maternos Ó, insana torpeza dos Homens loucos Religião que ceifa em nome de Santos Ignomínia secular que não muda o trato Alcorão bíblico, palavra dos infernos Sol que chameja para tão poucos
Grilhetas que o tempo deslembrou Lucina triste que um dia chorou Ordem sem caos, caos sem ordem Rios de sãos mortais, acordem! Ignorem as gentes de adulterina fé Ouçam, icem bem alto o valor Lusitano Soltem o aço que afirmou este corpo humano Assuma-se a nudez de cada Português Sobre a pureza da brava gente que se fez
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