
TEU NOME… SABÊ-LO BEM
Data 06/06/2015 16:57:35 | Tópico: Poemas -> Amor
| Entardece. Lá mais em baixo corre serenamente o rio e a lembrança de teu nome. Se não o escrevesse quase de certeza que não me recordaria de ti em toda a envolvência, que traz lembrarmo-nos quem a lembrança mais almeja querer: assim como a vontade que é do rio quando corre tranquilo para a sua foz porque esse é o desejo das águas e a certeza de que algures tu vais lá estar.
Sim! Porque eu vou num barquinho olhos postos no céu reinventando-te a todo o instante; e conforme os pingos das águas mais e mais me vão salpicando na sábia voz do líquido melífluo é aí que eu sei que estamos juntos, pois se primeiro foi lembrança agora quem te carrega é o meu pobre coração, qual não sei porque não te esquece ele, quando de mim bastas vezes nem sabes mais sequer se eu existo.
Enfim! Há coisas que existem e não têm que ter filosofia alguma nisto tudo: é porque é e o que tem de ser tem muita força, mais ainda aquela que desconhecemos e só quando o amor se aviva entre oceanos e fronteiras Marítimas nos superamos contra ventos e marés.
E um raio de sol surge como que a dizer-nos: no amor e na paz no bem-querer e na amizade quem olvida uma segunda vez incorre num erro tão maior do que dormirmos nele por teimosia.
Entre uma e outra coisa, persisto em amar-te: haja pois quem atire a primeira pedra se há alguma coisa aqui que não tenha como verdade o só dizê-la: verso ou prosa é uma rosa senão tão bonita como tu mulher, não lhe negues o viço que a mantém assim rejuvenescida ano após ano, dia depois de outro dia ao sol e à chuva ou quando visa o vice-versa que é parte mais visível de quem vive para a intriga já que a nossa realidade á sabermo-nos a dois.
Jorge Humberto 02/06/15
“Por decisão do autor, o texto está escrito de acordo com a antiga ortografia”.
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