
Febre terçã
Data 05/06/2015 01:59:21 | Tópico: Poemas
| Febre terçã
Perder-me do tempo é fado que ouço sempre em prazer de fina urgência. E não é porque me lembre que esta vida são dois dias, que faço hoje o que penso fazer melhor amanhã... Que querem?... O meu canto é febre terçã, ao terceiro dia é gemido, e enquanto os outros se cansam eivando sonhos cumpridos, eu desafio a esperança e tardo, que ainda é medo.
Perder-me dentro da míngua é jogo que aprendi cedo, antes mesmo de o jogar: tenho na ponta da língua todas as regras, no extremo desta caneta, as estratégias... só não sei o tempo útil de as aplicar, e resisto ao tempo que insiste em me apressar.
E cedo é já o tempo de me tardar.
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