
Linguagem decente.
Data 03/06/2015 21:12:54 | Tópico: Poemas
| LINGUAGEM DECENTE Sentia-se ultrapassado! O amor tinha começado com modos básicos, práticos, porém, depois vieram evoluções e mais de sessenta e nove posições! Até a poesia, que começou com o acalanto do “ó ó ó ó” maternal, para embalo da cria, passou à sinfonia do soneto e na música surgiu o minueto!
A linguagem passou a vestir alta linhagem, mas, depois veio a desconstrução de estilos e quase tudo passou ao livre, livre expressão, poesia estilo livre, música livre, picassadas, dalianas e outras mais ousadas; pôr tudo a nu! Enfim, tudo livre do passado, porque, hoje; o presente tenta ser espelho do futuro.
Ele, poeta, andava baralhado, começou a ler um poema , moderno, em que o autor sisifiava a imponderabilidade volátil da forma de expressão, que almejava extrair do acervo evidências traumatizantes, que ultrapassassem a ignara perscruta da Verdade, fechada em dédalos sem ariadnícos fios condutores.
O poeta gostava de fazer palavras cruzadas, mas no poema não acertava uma! Procurou nas soluções. Ficou admirado! só saberia 50 anos mais tarde! Desistiu. O poema já era do futuro! Aí, pensou: -“Mas, eu ainda estou no persente! Olha as merdas, que eu aturo!”
Continuou a ler o jornal, as medidas do Governo; essas sim, em linguagem decente, do presente, que todos percebem, que são para foder a gente, agora, não 50 anos para a frente! ……….xxxxxxxxx……… Autor: Figas de Saint Pierre de Lá-Buraque Gondomar
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