
Raiva e Solidão
Data 20/05/2015 11:07:25 | Tópico: Fados
| Trago em mim a solidão de um dia triste trago a raiva de uma noite que não chega trago a ânsia que me escorre, que persiste, minha taça de veneno e incerteza.
Meu cálice de piedade e solidão são as horas que te espero e tu não chegas, a raiva que me aperta, amarga o coração, derrama no meu peito flores secas.
É raiva, é loucura, é tormento, desde aquela hora triste em que te vi, um cavalo que me sulca o pensamento, num galope, num passar, longe de ti.
Trago as dores de um poeta que se cala trago em mim um sofrimento sem perdão na distância dos teus olhos, que me embala, agonia é silêncio, raiva é solidão.
Ricardo Maria Louro Em Lisboa
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