
Cidadela
Data 16/05/2015 19:51:42 | Tópico: Poemas
| Vejo da minha modesta janela As amoreiras em flores sadias Vestidas pelas ramas das violetas Que alcatifam o chão onde se pisa.
Em pétalas veludosas no monturo Uma rosa entreaberta se desperta Para o amanhecer do novo mundo Para o futuro que paciente nos espera.
O riacho vai rolando os pequenos seixos No seu leito eterno coberto pelos musgos Pelos pequenos peixes misteriosos e soturnos Que desovam seus filhos nas raízes das gameleiras.
Nas intricadas galhadas da árvore defronte Pássaros de cores diversificadas e cantos mil Nidificam em harmonia quase que perfeita Esperando a eclosão na próxima primavera.
Eu fico com os cotovelos na sacada da janela Com as mãos abertas segurando o meu queixo Observando calado o espetáculo diário e gratuito Igual ao turista estupefato numa cidadela italiana.
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