
Apenas Silêncio-me...
Data 10/05/2015 06:02:17 | Tópico: Poemas -> Sombrios
| De suas delicadas mãos viram o seu suicídio, Obscurecido pelos erros do passado, Por entre as aguas mortas de um rio gélido o seu corpo flutua, E torna-se parte da natureza horrenda que divide a sua atmosfera das demais...
A dor corroeu as suas laminas, Tirando-lhe o alivio que a pertence, O suicidio veio em seguida a espreita nas sombras, Eternizado pelas lagrimas do esquecimento.
As aguas contemplavam-a com o avermelhado rubro de seu sangue, Sua branca e pálida pele tornou-se cinzenta e mórbida, Oh jovem garota... Por que seguiu as sombras eternas?
As águas negras escondem suas dores, O vento sereno recita o seu nome, Os céus tempestuosos derramam suas lagrimas, E em seu fim definitivo você disse: Silencio-me mesmo com o vento invernal tocando a minha face, silencio-me sobre a gélida atmosfera que está ao redor deste fúnebre rio doloroso... Apenas Silencio-me...
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