
GUERREIRO
Data 04/05/2015 15:08:45 | Tópico: Poemas
| Não pensem que me acorrentam a regras estabelecidas Mesmo que as mãos tenha de rasgar rebentarei essas correntes Bebendo o sangue que delas jorrar como se poção da força seja Nem adormecerei nessas melodias de serpentes coloridas mas venenosas Porque veneno sou eu depois de libertado dessas amarras que me amarraram.
Nem imaginem que serei escravo ou servo das vossas vontades ou decisões Serei cavalo puro-sangue selvagem, correndo contra o vento, galopando no tempo Matando as horas, os minutos e segundos em que me aprisionarem fortemente Serei cavaleiro armado, vestido com armadura de ferro onde nem as vossas palavras entrarão Serei livre companheiro da Liberdade, guardião da verdade.
Não tentem matar esta tenaz vontade de ser quem sou ou o que sou Pois chegado ao meu abrigo, me despirei e na pena pegarei Cobrindo o papiro que ficou guardado com palavras soltas Poemas com ou sem sentido, escritos para ninguém, Fazendo um livro que um dia só eu lerei Porque só eu o decifrarei.
Não tencionem cortar-me as mãos, pois de ferro já são, depois de tantas dores,lutas e batalhas que desfizeram a sensação da dor Mas que ainda assim são de algodão porque alguém as suas feridas curou Querendo delas ouvir o que a minha alma dolentemente já tocou
Não pensem que me acorrentam a seja o que for Porque ainda que dolorosamente me matem Não matarão o meu pensamento Onde tudo está gravado e eu sei de cor
Delfim Peixoto © ®
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