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Data 28/04/2015 05:38:59 | Tópico: Poemas
| Poemas sem título. São espaços que se preenchem e que sangram sem tema ou visão por perto. Dizes-me que são memórias tantas. Digo-te que são de novo os sons dos gestos insondavelmente vertiginosos e breves. >>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>> ........................... .................................... ....................................... .................................... ............. . . ...................... ................................ ...................................... ...................................... ............... ************************************** ******************
talvez se insinuem gumes que o vento esculpiu até algumas aves regressando mantendo o êxtase que se quer por redescobrir [adeus que vou partir] início sempre invisível silencioso. Tuas mãos sabem dos cantos onde a pele se eriça se encurva cada vez mais
chega a sufocar
invade o todo como um raio que fuzila sem aquela única distração enquanto algures a loucura interrompe os sons infindos que se querem
libertar. Áscuas escondidas entreabertas e entenebrecidas
tudo passa até a baforada seca côncava que a obscuridade dos teus olhos semicerrados remoinhos arrepia a cada instante. Cheiram a rosas bravias os gestos dispersos
naquele momento afastando-se como a maré quebrando lemes afagando as quilhas de perfil e
o caos antes esquartejado mas pleno regressa completando alguns espaços ocos que os astros mais longe refletiam [assim assim]. Espelhos que a água silencia
turbilhão que se espalha sem rota a porta continua aberta de par em par
tão próxima. Tu nua plena
[¿ porque não inocente momentaneamente]
determinas e dominas o tempo deste meu nada onde já não sou o eu.
O outro.
(Ricardo Pocinho)
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