
RIO SERGIPE
Data 26/04/2015 15:03:03 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Rio, adolescente acolheste adolescentes a descobrir nas tuas águas a nudez das tuas águas em mergulhos primaveris no teu leito cristalino. Envelheceste, ó rio, com o passar dos anos em rugas de lodo que serpenteiam a face da tuas vagas e dejetos que alagam teu ventre. Não que o tempo tenha sido senhor injusto, néscio e frívolo foi o homem que em nome do progresso enterrou no lodaçal da arrogância a tua história.
...Ainda olhas, ó rio, o sol e a lua que saboreiam o espelho ofusco das tuas águas, sentes, ainda, o singrar dos batéis à vela no dorso das tuas ondas...empurra-os com a brandura do presente - não tanto com o vigor do pretérito, gigante amortecido ou adormecido, ao beirado onde insistentemente vais, mas volves débil e plangente nesta tua missão sacrossanta de ir e vir...
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