
Voltar a casa
Data 20/04/2015 13:58:35 | Tópico: Prosas Poéticas
| E se perdêssemos brevemente a noção das horas onde nos unimos heróicos confundindo nossas travessuras embutidas em actos míticos de amor desatinado frenético, isotérico desfraldado em tempo solitariamente paranóico E se nós emprestássemos ao mundo nosso oásis recôndito onde demos de beber a todo empírico lamento esquecido excêntrico desertificado repartido em goles sequiosos pela aprendizagem recíproca entre carinhos possessivos, em carne viva sem anestesia onde passa o mesmo filme em fragmentos colhidos pelos abraços em tanta euforia sem desculpas dissipadas ou regeneradas num dia eterno que se abraça em sinfonias enamoradas Quando voltar a casa cultivo todas as palavras decretando aos ventos tuas insígnias coloridas em reverberantes e apaixonados cantos do verbo amar onde pernoitam em luares mágicos teu tépido e enamorado olhar traçado na hegemonia de tanta lusofonia onde te prometo assim partilhar minha mestiçagem em quantas marés celebradas no tempo cativo cantando no regresso depois de exilar minha errante vadiagem Vou voltar a casa e jamais deixá-la solitária jamais deixar escapulir nossos gestos personificados em belas lições velejadas em cada compasso do mesmo silêncio em cada maré trazendo mais bonança em cada prelúdio dos meus vícios tentadoramente tragados onde faço estadia dos meus desalentos
Regresso em pronúncios embriagados de consentimento onde o crer me deixa até saborear famintos espasmos de saudade apressadamente redimida devagarinho encorajada até cair meu corpo exonerado ou a morte de vez pra sempre se despedindo sem teimosia da vida agora ovacionada FC
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