
••• (III)
Data 09/04/2015 02:39:45 | Tópico: Poemas
| Poemas sem título e nas tuas mãos respiram oceanos e mares singrando velas soltas pelo entardecer que se insinua noite ..................... ...................................... .. ......................... ................................ ............. ................................. ........... ............ ........................................ .. ............................ ................................. ...................................... ..... *********************** **************************************
... deambulam alguns burburinhos sem ímpeto [poisos inventados agora pela métrica de um verso livre] olvidado
nesse tempo estranho da repetição em volutas das ondas sete vezes que a maré alta cresce pela enchente. Sento-me
esperando os teus gestos brandos porque a beleza das coisas sempre foi tua mesmo a que habita os cantos que se querem em azul ou noutra cor qualquer
talvez um último beijo por um último abraço enquanto se repetem os nomes e os enormes arcos do céu em flor. Jamais saberei desta nostalgia que me mantem vivo [sim] colhendo algumas algas e ouvindo o mar que se refugia dentro dos búzios espalhados a deambular pelo areal.
Retenho o instante deslumbrado levanto os braços ainda mais alto ainda mais longe tocando o vento que atravessa esta primavera querendo agarrar algum cometa tardio perdido na imensidão. Nuas
se banham entre espelhos e estas distâncias [que tão bem conheces] as ditas musas dos poetas
embora sobreviva a praia lisa e virgem recôndita e tímida abalos que resistem e um arco-íris pleno tão por perto que quase
o consigo tocar.
Profundidades.
(Ricardo Pocinho)
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