
Vontade
Data 06/04/2015 10:58:11 | Tópico: Poemas
| Eu sou aquilo que não pode ser domado; Um cavalo selvagem, que é ainda mais belo, correndo livre; Eu sou o veneno que não deve ser tomado; Um poeta, um poema, que a eternidade vive; Meu legado, é fazer, o que a minha vontade determina; Sou a vontade de nascer, da vida; Sou a quietude, que os ruídos, termina; O ceifar da morte com sua lâmina; Sou o prazer do orgulhoso que discrimina; O feixe de luz, que a escuridão ilumina; A arte que imita a vida; A vida que imita a arte; Todos os sentimentos que da vida faz parte; A alegria de escrever agora; A angústia que o peito coloca pra fora; A bola equilibrada no nariz da foca; A senhora na janela, fazendo fofoca; O sentimento mais sublime, que em seu coração, toca; O ódio do ignorante que o invoca; A determinação do esforço, de quem se foca; Sou o desprazer e os prazeres; O trabalhador, com seus afazeres; O mal querer e o bem querer; De todos eles; Sou o pensamento que te perturba; Sou a velhinha que atravessar a rua, você ajuda; O cego que não enxerga o que está a frente; A criança saltitante, que ganhou um presente; Sou a vista pro mar, pela janela; Sou a intelectualidade, dos exilados de capela; Sou pedra bruta, ou joia rara; Sou samba que faz requebrar a mulata; Sou a lucidez ou a vida insensata; Do leite que ferveu, a nata; Cachorro de raça ou um vira-lata; As rimas mal feitas, da poesia barata; Eu sou a arte que me faz escrever; Sou a força que mantém a viver; O chute no traseiro , que lhe faz aprender; O amor que em seu coração, deseja permanecer; Sou a sanidade do maluco; A insensatez da normalidade; O carrasco, que da vida, não tem piedade; Sou o extermínio e a extremidade....
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