
Divagação
Data 27/03/2015 12:38:57 | Tópico: Poemas
| É pelos livros que eu venho Embarcado em liteira antiga Invocando uma neve pura Que consolide as palavras que trago Mas que não me emudeça.
Existiu o medo ainda agora Lá fora o frio, que mentira Lá fora, ainda lá fora A clara evidência das misérias humanas Onde fica Condeixa? Conheces Alpendurada?
Mas basta já de histórias capazes Audições gastas: perdurai aí! E eu saio como sou, para Os alfarrábios compostos, as vitrinas Já vou. Já aí estou.
“A breve história do mel” Tomo um e tomo dois Mentira. Não é breve! Ao lado A lombada verde, uma outra vermelha O velho amigo sorrindo as suas barbas
“Já há algum tempo que não aparece” Preâmbulo familiar, estranha paz “O que procura ao certo?” Ao certo, ao certo, ao certo Ao segundo, ao minuto, ao mais…
Quero o infinito que não te larga A tua essência de livreiro tão real Que me questiona e adula Certa, assimétrica e atemporal Como um hieróglifo desbotado.
Quero a liberdade dos sábios A jurisdição do imperador E que esta tarde fale de mim Em todas as cores através das eras Sem que importe onde estou.
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