
a morte é uma mãe que perde um filho
Data 12/03/2015 22:52:50 | Tópico: Poemas
| nega o sol de cera que as minhas asas estão prontas a queimá-lo em espiral de chamas ascendentes
o que te escrevo ainda é um verso de papel molhado cega os braços, cobre de sombra os passos enquanto a hora não enlouquece e o relógio não explode em minúsculos segundos de vidro e impaciência.
nega tudo o que não aprendeste que a ordem das coisas é de matéria elástica e o céu um incidente de recurso uma inviabilidade tácita.
sobe uma oitava. a escada musical é o único acesso à descoberta do fogo a única permissão de aviso às tempestades que germinam no útero do silêncio e no equilíbrio do voo.
e deixa-te cair em graça se caires.
a morte é uma mãe que perde um filho e o procura em cada pena ardendo de um só brilho.
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