
PEREGRINO
Data 02/03/2015 04:15:03 | Tópico: Poemas
| Sou um transeunte da vida, Pululo por estradas de fantasia, Seduzem-me os adornos das vias Que me engajam nas áureas lidas, Pois cada passo é meteoro de ouro.
O compasso da existência é breve, No espaço da sobrevivência o tempo Constrói ilusões e soterra vaidades Mostrando que no cérebro humano A terra seca sepulta anseios e vontades.
Há um istmo que me liga ao metafísico, É uma frincha onde o pensar dormita, Muitas vezes faminto, preso numa cripta Donde a melancolia domina o mundo Que vive sedento sem provar seus lírios.
Navego num deserto onde areia é chama... Intenso clamor assedia-me os sonhos Que desenham fulgores que me enganam Por serem trovoadas de teor medonho Mescladas ao cinismo de hediondas tramas.
Sentir e esquecer... Planejar é devaneio Que singra sobre as horas pesado fardo... O relógio que é adúltero segue seu embalo Confiscando do mar a vaga secreta que veio Remir das consciências ideais que a brisa ufana!
|
|