
Versos 1-18 [gregos clássicos] (Xenófanes de Cólofon)
Data 26/02/2015 09:48:29 | Tópico: Poemas
|  Agora está o solo puro, e as mãos de todos nós
e os cálices. Um põe-nos as coroas entre-tecidas,
e outro oferece-nos numa taça a essência flagrante.
O crater está repleto de boa disposição.
Está já pronto outro vinho, que garante que jamais
abandona ao barro o cheiro a mel da sua flor.
No meio, uma árvore de incenso desprende um sacro aroma;
a água está fresca, doce e pura.
Aqui temos os fulvos pães e a mesa suntuosa,
carregada de queijo e de pingue mel.
Ao meio, o altar está todo coberto de flores.
A música festiva domina o ambiente.
Ao deus devem os homens sensatos entoar primeiro um hino,
com ditos de bom augúrio e palavras puras.
Depois de fazer as libações e preces para procederem
com justiça — pois isso é a primeira lisa —
não é insolente beber até ao ponto de se poder voltara casa
sem ajuda de um escravo, a menos que se seja muito idoso.
Xenófanes de Cólofon, poeta grego (séc. VI-V a.C.). Tradução portuguesa de Maria Helena da Rocha Pereira, publicado na Antologia de Cultura Grega, Hélade.(fragmento 1, ed. Diels-Kranz, versos 1-18.
Fonte: http://viciodapoesia.com/tag/poesia-grega-antiga/
Imagem: As bodas de Caná, Paolo Veronese (1528-1588).
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