
REFORMA ÍNTIMA
Data 16/02/2015 15:54:11 | Tópico: Poemas
| Despertei com uma ponta de tristeza no olhar. No soalho da alcova, o chamego dum ir e vir Intermitente de operárias que veem o porvir E fazem do presente a sensata provisão do lar.
Sentei-me à beira da cama. A mente encardida. Uma vez mais observei a faina que era intensa E me perguntei a mim: Por que esta indiferença? Por que me permito abandonar dos dons da vida?
O pensamento insistia. Aos meus pés o exemplo. Grossas lágrimas banhavam alhures meu senso E era urgente que a metamorfose se instalasse...
Busquei o espelho. Olhei para mim. Vi saúde. A partir dali a vergonha engalfinhou-se amiúde... Dei desgosto à preguiça e me encarei com classe!
De Ivan de Oliveira Melo
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