
QUERO SER O JARDINEIRO
Data 15/02/2015 18:46:49 | Tópico: Textos
| CORDÉIS EM SEXTILHA:
Beatriz o teu sorriso Faz meu corpo delirar Me pego a imaginar Onde vai o teu lirismo É certeza eu vou sonhar Mergulhar em teus abismos
Não me sei especial Mas recebo tuas flores E nelas o teu amor Que aqui se faz imaterial Eu quero te agradecer Por dar luz ao meu viver Neste dia de carnaval
Estas flores são sutis Nos mexem na emoção Quanta coisa eu já quis Pobre do meu coração Quase nada alcancei Colecionei desilusões
Nestas uvas deposito As forças da minha alma E a natureza visito Buscando a minha calma O descanso para o corpo O frescor que a vida exala Tragando vinho do porto
Quero ser o jardineiro Pra borrifar esta flor Dar seu viço verdadeiro Recheado pelo amor E quando ela murchar Quero amparar sua dor
A água esta escassa Os governantes perdidos Tratam-nos como bandidos Taxando o que não existe Este mundo desvairado A vida assim é triste
Quantas flores por aqui Minha alma entra em festa Sou compulsivo a sorrir Me sinto em uma floresta Onde pássaros fazem ninhos Pois as árvores os refrescam
Lindo é este cachorrinho Dentro desta flor lilás Ele encanta muito mais Do que meu poema morto Que nasceu duma discorda Entre a vida e o aborto
Em cada botão de flor Visualizo o teu ser Mas não digo ser amor Pois você nem quer me ver São energias profundas Duma amizade fecundo Que hora sinto fenecer.
Nesta honrosa parceria, Aos versos que componho, Realiza os meus sonhos, De velos ornamentados, Com o capricho que tu tens, Me sinto um privilegiado.
Quando recebo flores, choro, O meu coração se derrete, Isto é porque sou simplório, Mas a vida tem seus fleches, Vinda de alguém tão nobre, A minha alma se envaidece.
Enviado por Miguel Jacó em 15/02/2015 Código do texto: T5138284 Classificação de conteúdo: seguro
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