
O Poeta e a Criação
Data 06/02/2008 03:50:59 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| Que estranhas engrenagens se movem dentro de mim, Transbordando as palavras, Que de tantas não me cabem, Para que eu me ponha em ânsias, Dando-lhes abrigo, nas folhas brancas do papel?
Que estranhas engrenagens se movem dentro de mim, Transbordando formas e contornos, Que de tantos não me cabem, Para que eu me veja em ânsias, Dando-lhes abrigo nas telas brancas e nuas?
Me viajo nos traços, nas cores e nas palavras, Num jorro leve, que embebeda e acalma, O meu espírito inquieto.
Mas de repente se apagam, E como as dores mais fundas, Que não libertam as lágrimas, Eles secam misteriosamente.
Cessam os movimentos, E dentro de mim ficam presos, Na vontade arrefecida, Contidos, acorrentados, Nos cotidianos da vida.
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