
Poesia Marginal
Data 06/02/2015 00:49:28 | Tópico: Poemas
| Põe a "mão na cabeça"! Pense naqueles que estão "na merda" vendo as sobras que vão para os lixos, invejando a sorte dos ratos! Pense na fome capaz de fazer alguém levar à boca um pão mofado! Pense num pai dividindo esse pão com seus filhos...
Não! Pensou errado! Não há lágrimas... Ou pelo menos ninguém mais, ali, repara. A miséria enfraquece a carne, mas endurece a alma. Afinal, "o que não mata engorda"! A exemplo dos porcos: a lavagem. Mas não desista, continue pensando...
Põe a "mão na cabeça". Agora pense o que poderia fazer para mudar um pouco isso... Lembrou da moeda negada?! Talvez esteja, esquecida, no bolso do paletó no armário, ou no canto de uma gaveta qualquer... Acumula e esconde seus tesouros no seu mundo protegido por grades. Entendo! Mas por que guarda tantas coisas que jamais serão novamente usadas?
Põe a "mão na cabeça". Diz que é por segurança. Que é melhor ficar afastado... Mas a repulsa mais parece nojo, que medo! E é engraçado esse seu discurso. Falar que esmola não dá futuro! E quem lhe pediria um futuro se nem um trocado é capaz de dar? E conhece a pressa da fome?! Ela vem da espera, é imediata! Pra ela não há futuro... Essa lábia é desculpa manjada da sua avareza que teima em fechar a mão. Esta mesma mão que só se abre por interesse; ou quando é para dar o tapa!
Ah, lembrou de Deus!
E por falar em tapa, hoje será você a ceder a face. Mas deixando Deus fora disso, eu dispenso a outra. E se pretende rezar essa noite, já não reparo em lágrimas... Pões as mãos na cabeça. Isso é um assalto!
------------------------------------------- Por MP, segue o número da conta para depósitos, rsrs
(Lembrando que eu não votei na Dilma)
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