
CONCHAS DA MORTE
Data 25/01/2015 21:41:47 | Tópico: Poemas
| Não quero um funeral cheio de pompas... Livre-me, Ó Senhor, de ser vitrine de urubu, Que minha campa seja flores, seja maracatu E que as preces possam pagar minhas contas...
Não quero pranto... que todos possam sorrir... Em meu ataúde joguem confetes, serpentinas, Assim tristeza será alegria, a noite diamantina E em sono profundo eu possa pensar no porvir!
Felicidade seja a tônica perante a sepultura, Cantem-se marchas de consciência assaz pura Para que na solidão da tumba eu durma em paz...
Levem consigo de mim a lembrança mais cara, Se a saudade roer... bem, isso será uma tara Do cadáver que dorme e que queria viver mais!
Poema de Ivan de Oliveira Melo
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