
Neuroanatomia urbana ou Quadra 743
Data 29/11/2014 02:47:14 | Tópico: Poemas
| .
Na linha do horizonte, na curva da ponte deste pensamento.
Os pulsos nervosos carros pelos neurônios ruas da cidade.
Eu, astrócito deste cérebro coletivo. Eu, astro insólito deste cérebro comestível.
"Os canibais de cabeça descobrem aqueles que pensam porque quem pensa pensa melhor parado"
Eu paro no semáforo. O cérebro pára. A corrente neural fedendo a combustível.
No dendrito preto do cérebro da cidade, paro. O astrócito pedestre passa.
O canibal de cabeça não me descobre porque atravesso enquanto o cérebro pára.
Não estou parado, não ficarei parado. Não posso estar parado nem em qualquer sonho do mundo.
Quem come a cidade? Quem comerá o cérebro da cidade? Quem beberá o sulco do giro do cíngulo do sistema nervoso do eixo central?
.
|
|