
Espinhos
Data 20/11/2014 00:25:01 | Tópico: Poemas
| Rodopiei na ganância de consumir teu pejo...
Latrocinei tua timidez e só agora sinto e vejo Que o destempero da paixão é avião vexatório
Que escancara a decência perante o auditório Que veste o mundo de ilusão e assassina o tudo, Confeccionando ladainhas que não são veludo...
Deixei tua inocência num camburão de peçonha E me percebo o larápio que contaminou teu ópio, Cético é o anfiteatro que precisa usar microscópio Para desvendar o endereço incógnito da vergonha...
No solo que fora ingênuo há vagões enferrujados... Alavanquei meu senso diante de um amor proibido E te fiz provar da maçã que descortina fogo e perigo Que ceifam a angelitude dentre matagais floridos, Mas que são contrabandos de arames farpados!
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