
Rapto
Data 18/11/2014 21:35:50 | Tópico: Poemas
| há sempre um delírio que me rapta quando atravesso meu estado de ausência. entorpecida e sem promessas o tempo descerra uma janela para algo galopar endiabrado desarrumando meu areiento universo.
vem e despe-me do deserto que renega-me afogar. há um pacto dele com o teu peregrinar sobre chão e mar... sobre mim também fazes andanças, bem sabes que as horas sempre te deixam entrar.
e vens e ficas despertando voragens com um corpo suado sem dorso e crina que te deixem domado. leva-me sempre à deriva d’um desejo de viajar no teu movimento sem provocar motivos que te façam parar ... retornar, talvez um dia faria, sem nunca pousar
vens e arrancas-me da raiz pra levar-me a outro chão num arrastão de vento indomado em galope louco que me faz sentir sem nunca se deixar enlaçar
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