
Peixe é esse, meu filho?
Data 06/11/2014 16:54:40 | Tópico: Poemas
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Serei algo além de deságue de mágoas salgadas.
Serei sereia macho-fêmea, peixe no aquário. Depois do canto azul da estrela do cruzeiro do sul.
Um canto de dor, dói Odoiá. Chorou tanto ao cantar que encheu a Terra de mar - aonde irei morar - quando mais peixe eu for, fora do aquário num itinerário sem dor.
As ondas do meu mar são o tempo, contínuo, calmo, sereno, outras vezes tormenta de amar, sem tempo e chorar quase um mar pra Iemanjá.
Ela canta para desencantar-me. Dá-me nadadeiras de flutuar nas esperanças de novos amores, novas dores, novos mares.
Sal, céu, cio, sol, sul. A mulher das águas joga seu manto azul sobre mim. Quando eu penso ser o fim, meu coração barbatana se inflama. Não é fim. É mar. É mais amar. Ame ou tsunami.
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