
[consome-me enquanto crepita a acha de carvalho sem nós]
Data 30/10/2014 19:10:51 | Tópico: Poemas
| . . . . ........................ ................ ............................... ..... . . .............................. .................................. ........................ .. .................................... .................. *********************************** *********************************
consome-me enquanto crepita a acha de carvalho sem nós
dize-lhe a terra que se ouve a mar em outubro dos centros apagados construindo casas em volta [porque não ao redor?] caos
quilhas perfeitas escondidas pelo areal aves barcos submersos
despidas do branco das praias a sul.
Transporta-me além deste tempo não meu um mundo despojo catadupas simples sem graças quiçá as garças pela margem bombordo observando maré esperando esgravatando passos ao largo sem interesse
que me interessam os sons por perto ou os cavalos alados a espaços[?] sabes bem que são abismos destapando frios
. entrego-te a visão perdida um dia pela manhã já tardia assim são os náufragos [de si próprios também]
agarrados aos grandes troncos de madeira boiando sem rota mal sofridos vivem
I
faze-me a hora desconstruindo-a após muros passos tatuagens
após as cores que dispersas sem jeito plenas
quisera eu hoje ser o teu tu deixando de ver pessoas colhendo as últimas cerejas esvoaçando às cegas titubeando sós
[sim nós].
(Ricardo Pocinho)
|
|