
PERIGO REAL E IMEDIATO*
Data 30/01/2008 05:28:24 | Tópico: Crónicas
| PERIGO REAL E IMEDIATO*
Leptop consigo, fiel cobertorzinho... Seu HD ... Quase sua única fonte de memória... Na busca internética alguém, espera a hora de assalto, invasão de privacidade e apropriação...
O usuário recebe um e-mail, de alguém e... Responde. Zaz este alguém rastreia e invade sua conta... A raiz de todos os males é... O amor ao dinheiro...
Um servidor cheio de entradas... Mais fácil ainda de invadir, trair, dividir...
O invasor virtual, sem sombra, sem materialidade, ou se pode lhe atribuir uma materialidade diferente daquela que se está habituado a ver, reconhecer... Conecta-se ao servidor... Faz um passeio...
O usuário comum usa sala de bate papo... Aqueles mais ousados usam técnicas de paquera... Muitos se transformam em especialistas em emoção, comoção, ilusão...
O navegante nético fala para um estranho o que não diria a sua mulher, a seu marido, noivo, irmão, mãe... Ao seu analista... O ser virtual é o ser mais íntimo, mais próximo... É um amigo ao qual se firma fortes laços, com materialidade, sensibilidade, amor...
Amor platônico... Sim... Sem toque... Sim... Mas passa e repassa energia, choques... Uma eletricidade motora, sentimental e diferente... Mas atua... Produz e reproduz prazer, desejos... Renovação, aquecimento, renascimento de si para o outro...
Amor que alegra, amor que sofre, que assiste, ajuda, abraça... Amor próximo que promete, que sonha junto, que é amizade simples e pura... Madura, adolescente, inocente...
Um início de conversa... Um fala... _Aceita ou recusa o chat? Um terceiro já invadiu a conversa e pensa... Assim que ele responder eu passo pelo fairewal dele... O outro responde e, sem saber, se ferra... _Aceito... Mas não sabe que existe a presença do terceiro, o invasor, o intruso virtual... A ameaça silenciosa, poderosa... E o outro fala: _Bem vindo à sala de bate-papo... O outro responde: _Sou novo nisso... Um pergunta... _Quem é você? O outro evasivo responde com uma pergunta... _Como você me imagina?
E continua aquele bate-papo aparentemente natural, inconseqüente. Um tour virtual pode render muita manipulação e problemas... Despesas... Compras inúteis, compulsivas... Inadimplência... Coisas da modernidade. Modernidade... Realidade virtual...
Começa ao ligar o micro... Uma convidativa tela vazia... Uma tela que pode realizar tantos desejos... Transformar realidades... Uma coisa mágica... Toma conta daquele navegante nético, e ele tecla... _Entre! Diz a tela... Estamos sempre abertos!! Inicia com um ruído quase silencioso, na tela vazia... Uma imensa tela vazia...
Realmente abre-se um portal para um mundo... Um mundo onde se acredita que os atos não têm conseqüência... Onde a culpa pode ser escondida pelo anonimato...
Um universo sem impressões digitais... Invisível... Um espaço abstrato, cheio de estranhos conectados, interconectados, on-line... E desconectados na vida. O invasor à espreita, poderá roubar segredos... Corromper sonhos e se apropriar de identidades...
Assim, no mundo virtual, onde se pode ser o que quiser, e quem quiser, cada um pode acabar esquecendo quem é... Esquecendo a sua própria verdade, sua identidade.
Sinceridade é tudo. Assim que se aprende a fingir fica fácil... Esta sentença soa como uma sentença para o ser. Todos abominam falsidade... Mas... Sempre tem um mas...
No mundo da fantasia, dos sonhos e dos desejos, sinceridade é fé, é crença. Valoriza-se o que se vê e acredita... Fingir não é jogo consciente, não é desonestidade, é ação inconsciente... Neste estado fingir é fácil, e ninguém desconfia... Nem mesmo o próprio Eu fica sabendo...
*Núcleo Temático Educativo. Ibernise M. Morais Silva. Indiara (GO), 12.01.2008. Direitos autorais reservados/ Lei n. 9.610 de a 1998.
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