
exercício nº 25
Data 26/10/2014 10:45:27 | Tópico: Poemas -> Alegria
| "... Mata, cata sucata, a flor da nata, me deixando sempre só com a mala...” ----------------------------------------
- exercício nº 25 -
Desaba a rugir ruidosa procela, castiga sem dó, fustiga a capela; vela o céu da cidadela, protela, vergasta o polo, em voo sem cautela, vibra a chibata, quase mata estrelas, molha só o esquife do faraó. Mata, cata sucata, a flor da nata, me deixando sempre só com a mala. Boca oca a bala de açúcar mela, para o ônibus das linhas amarelas.
Não ouço bater asas na janela, borda, afirma, daí rói a corda. Rege o temporal, rega, se estatela com estáticos efeitos sonoros. Aventa a vela benta, acirra o debate, não dá trela, sequer mostra parcela, discussão repercute na tabela.
Fica firme o nó, laço do cipó, agarra na sela, lustra a baixela. Na lapela, bela flor de macela, no silêncio lida, veda a tutela, espera cego nesta escuridão.
Pleno voo, abotoa o paletó, abafa pó, viés do portaló: infernal condição inusitada, nunca antes vista nos memoriais.
26102014 -------------------------------------------------------------- ©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
|
|