
Viajante no tempo
Data 19/10/2014 14:59:02 | Tópico: Poemas
| Conduzir-me há no tempo o que sei e sou, Sinfonia amalgamada do alfabeto a erudição Fonte rutilante de aurorais memórias e gratidão, Que no verniz de polida imagem o saber cumulou.
Conduzir-me há no tempo a luta que não findou, Na vertente do cansaço e das derrotas do coração, Não por frágil que fosse e sim pelos afrontados “não” No pretérito desposar da felicidade que faltou.
Conduzir-me há no tempo os acordes da canção Da fé desfalecida na fragilidade dos membros E acolhida na residente têmpera do espírito, Transudada em vigorosa couraça e proteção
Conduzir-me há no tempo a coragem restante De voltar a crer no amor, o fiel do destino, Que descura a glória e acura o níveo toque d’um sino, Como esponja dos desatinos do infiel errante.
Conduzir-me há no tempo o arguto olhar d’um vigilante, Ainda que, deste Santo tempo, o mais infiel viajante.
|
|