
Quando morre um poeta
Data 18/09/2014 14:46:14 | Tópico: Poemas -> Esperança
| "... Sem sangue pulsando calam-se os poemas jazem inertes sem reflexos no bronze polido...” ----------------------------------------
- Quando morre um poeta -
Quando morre um poeta, fica no ar poesia espalhada, impregnando câmaras ardentes. Cérebro incendiado, crematório incomum, pira de versos que nunca irão se espalhar.
Sem sangue pulsando calam-se os poemas! Jazem inertes sem reflexos no bronze polido, embrulhados em brancas túnicas, como folhas de papel esvoaçantes à guisa de pálidas mortalhas.
Tomem os versos - se por ora inativos jamais serão insensíveis. Aguardo restarem indeléveis ao longo de toda uma eternidade. Carreguem meu corpo para o jazigo, então, deixem-me só junto aos ciprestes, enquanto solitária a alma vaga pela vastidão, porém, parecendo sorrir à vista das estrelas.
Numa mistura de esperança e regozijo sei que de alguma forma não me apagarei, dissipado nas brumas do esquecimento. Sei que um dia estarei de volta - minha alma será pastor de versos, apascentando tantos poemas de amor acalentados na brisa suave do entardecer
18092014 -------------------------------------------------------------- ©LuizMorais. Todos os direitos reservados ao autor. É vedada a copia, exibição, distribuição, criação de textos derivados contendo a ideia, bem como fazer uso comercial ou não desta obra, de partes dela ou da ideia contida, sem a devida permissão do autor.
1ª revisão - 18.09.2014 - 16:06 hs
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