
Bengala
Data 16/09/2014 02:11:06 | Tópico: Poemas
| Minhas pernas de vez em quando cambaleiam Esgotadas pelo frenesi laico e vagaroso do tempo, Incorporo a velhice como algo onde me assento Sobre experiências adquiridas e sonhos que incendeiam...
Não estou morto e nem me frustro com a bengala Que é uma nova perna e não acumula cicatrizes, Sou idoso de cronologia, mas guardo crianças felizes Num íntimo que ama a vida e os dias são de gala.
Não se rechaça na corrida das horas o aprendizado, Mais cedo ou mais tarde ele é vintém assaz valorizado E vai exigir que se aplique o seu real valor de moeda...
É fundamental encarar-se a bengala com devido respeito, O branco dos cabelos é sabedoria, imolem- se preconceitos, Ancião é gente e é tão importante quanto caduco de favela!
|
|