
À Face do Fim
Data 13/09/2014 10:52:06 | Tópico: Sonetos
| Pela bruma do vento, sopra um ar dionisíaco Presente na percepção, que me traz à visão Sombras Infinitas, no estampe de um céu opaco Sombrio em sua face, ejaculando o seu trovão Pela terra que faz trêmula, tornando o sol fraco Calando a canção, quando não se conhece a razão Do caos que se derrama, por fogo em todo o mato Pela ausência de Apolo que não estende a sua mão Pois na face deste mundo, um cotidiano de treva. Alusão ao inferno da comédia das mãos de Dante Ausentando à lucidez do ser que ainda bem distante
Avessa à forma de toda uma alma que se vela. Na solidão de sua hora em que a dor incessante Sobrevive no espaço de seu espírito agora errante
|
|