
APENAS A VERDADE
Data 27/08/2014 19:34:42 | Tópico: Poemas
| António Casado__________ 16 Dezembro 2008 Publicado__________ Clamor do Vento Registado __________ Depósito legal 306321/10 Editora__________ WorldArtFriend Trabalho__________
APENAS A VERDADE -
Sou aquele Que se entrega ao amor de braços abertos Que por cada beijo deseja outro Que parte para a aventura da carne Com a alma faminta de carícias Que absorve todos os sentimentos Colhe todas as sensações Enreda-se na sensualidade De todos os ternos toques Delira com todos os lábios Que num beijo mordem os seus Suspira com o calor da pele De todos os amantes Que lhe sussurram ao ouvido Gemidos loucos e sem sentido Quando as bocas segredam Qualquer coisa como “gosto de ti” Quando os sentidos o elevam Ao cúmulo da sedução No amasso da carne excitada No frenesim do sexo Quando a ansiedade delira Numa loucura infinita - Sou aquele que está vivo!
Sou aquele Que depois de saciado o desejo do amante É fácil deixar entregue Ao desígnio do nada Sem uma palavra Um carinho Abandonado na cama À procura do corpo que partiu Que inventa o mistério De ser possuído Numa palavra sem limites Enrolado num lençol À mercê do frio Ainda excitado Alucinado Ardente - Contudo, já sem estrada!
Sou aquele A quem é fácil virar costas Com um “até depois” Deixando como gratidão um sorriso Como esperança uma promessa Que resume a desolação Na ausência dum beijo Na empoeirada acha Da lareira do desejo
Simplesmente Aquele que possuiu ou foi possuído Porque a solidão se perdeu no tempo Que acreditou ser paixão Os escassos momentos de sexo vadio Vazio e frio Que acreditou que o prazer Que a imaginação lhe concedeu Fê-lo sentir no parceiro Com a mesma intensidade Com que o viveu Na sua inútil realidade
Sou O recurso fácil Que retira da solidão Os que precisam de paixão!
Nada têm para oferecer… Quem se importa comigo?
Voltam… Voltam sempre Ao meu encontro Com a certeza de mais uma vez Colherem da minha floreira desbotada Loucos momentos de prazer
E mais nada…
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