
Tarja preta
Data 25/08/2014 19:28:50 | Tópico: Poemas
| Que minhas avenidas desaguem em um novo e solitário centro, minha boca que se ajoelhe - como em oração. Meu corpo que se venda nu, à luz do poste e d'alucinação.
Que meu rosto siga austero rico em tudo que importa - enquanto é noite no homem. Alegre, triste, indeterminado, meu corpo que se venda nu, Único, só, sofisticado.
Que meu amor não aflija a cor da madrugada morna, que minhas mãos se desdobrem em todo e qualquer carinho. Meu corpo que se venda nu, Ao vento, ao verbo, ao vinho.
Que meu canto não pese nos ombros de quem me tateia, meu sorriso alto que apague a rigidez dos problemas. Meu corpo que se venda nu, enquanto escrevo poemas.
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