
POETA DE BRINQUEDO
Data 23/08/2014 21:15:03 | Tópico: Poemas
| António Casado__________ 14 Dezembro 1990 Publicado__________ Clamor do Vento Registado __________ Depósito legal 306321/10 Editora__________ WorldArtFriend Trabalho__________
POETA DE BRINQUEDO -
Poeta sim, de lixeira ou esgoto, Nada ganha, tudo perde e nada tem Nascido de um aborto do desgosto No dia que a dor fez do amor refém.
Poeta sim, arrastado na sarjeta Escreve versos como um cão demente Esgota-se com a tinta da caneta… Senhor do desprezo de toda a gente!
Poeta sim, de riso e gargalhada Habituado à dor, à crueldade Faz versos de escárnio e navalhada Com rimas de rímel, tinta à pedrada P’ra cair nas graças da sociedade…
Esse poeta sou eu… é evidente. Habituado ao estúpido viver Espero como um fanático crente Aquilo que sei não irá acontecer.
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