
CLAMOR DO VENTO VII
Data 20/08/2014 20:12:54 | Tópico: Poemas
| António Casado__________ 05 Junho 2004 Publicado__________ Clamor do Vento Registado __________ Depósito legal 306321/10 Editora__________ WorldArtFriend Trabalho__________
SILÊNCIO DECADENTE -
O silêncio Cúpula Na copa mansa das árvores Alheio à impotência dos gemidos
Um trapo de solidão e tristeza Veste-se em nós
Nos píncaros do medo A convicção da inalterável imortalidade Do tempo Realça nas rugas plebeias Recalcados desejos De liberdade
Onde encontrar nesta guerra Um limbo de serenidade?
Pelos dedos torturados de presságios Evadem-se secretos beijos Rubras paixões Cânticos suicidados Emoções
Impregnados de liberdade Imunizam Do silêncio A verdade
Delira o chicote da insanidade Trespassando de tremores e vícios frívolos A carne rasgada dos homens Livres Que rabiscaram nos muros estagnados Lágrimas feridas Fúnebres martírios Mensagens de um presente Permanente Que aos poucos expira
Entorna-se o caldo da espera!
O fanático delírio investe A soldo do silêncio Contra os espoliados Do pão O ano inteiro
Um altifalante de jarros Papoilas e nenúfares Acalenta as ilusões Possíveis
Impávido e distante Mergulhado no ácido da luxúria Sentado num trono de urtigas Copulando nas árvores Inventando liberdades agrilhoadas O silêncio Ainda teima impor Mercenárias frustrações Às cordas vocais Desta gente Livre…
Todo o silêncio É decadente!
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