
Libertino (parte 3)
Data 25/01/2008 18:48:49 | Tópico: Poemas -> Reflexão
| <br />Como foi o alto da vitória perdida? Como foi o desejo, se não tinhas ambição? Como foi o sonho da realidade acordada?
Se fostes a ver os vivos, que já ganharam o nada, Não vias os mortos a gritar pelo ser.
Como queres que o mundo te veja a meu lado? Desejas o mundo, sem plantares as almas... Como podes ter um mundo, se queres uma vida? Podes ter o todo, mas do nada tu deténs.
Os sonhos requerem luzes alternas Os sons se perdem nas gotas geladas Os tempos esquecidos em teus olhos se secaram Aguardo em perfume desse oásis amado.
Os sons de vida libertam-se na alma Os tempos que queres libertam-se nos teus beijos Os sabores perdidos libertam-se nos desejos Só queria que visses, com os olhos cheios de doce liberdade.
As fases da Lua me desfazem os sentidos Em teus olhos me encantam, como coelhos assustado, Espero por um dito teu, mas imperas no silêncio As palavras que te escrevo, não entendes nem meio-termo.
Quem me dera a mim Saber os factos da vida Quem me dera a mim Ter verdades sabidas Mas detenho em poder Memórias sofridas Aguardo pela chuva De amor e carinho. Para ver o mundo Em tons de cores e ternuras...
Libertam-me do teu som Libertam-me da vida Libertam-me do silêncio Libertam-me do tempo Quebra-me os espelhos Quebra-me os sentidos Vem trazer novidades Para nascer as perguntas De uma doce, eterna, amada e quente liberdade.
@Setúbal, 25-1-08 (end)
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