
Do tempo do advir no arrefecimento da voz que se cala no perorar de sua palidez escrito na tabula de minh'alma
Data 14/08/2014 14:21:50 | Tópico: Poemas
| A porção do falar se cala Na imensidade do silencio que grita viscidez sobra no visor do tempo Sem palavras e sem ação.
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Boquiaberta quedo-me Com a perfeição descrita Linha a linha Estatuificada na pasmez Do plasma que o sol Dissipando o pesadelo obscuro Luto e reluto na alvidez dos sonhos Na poeiratriz que verte meus dedos.
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Tempero meus pensamentos Com os versos teus Verbo, Sinto cheia de tudo Um pouco, As mãos minhas Adoram as tuas Puro e profundo Inda que efêmero No que arde nas veias São sentimentos que deságuam Em poesia no meu dia.
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Assoalho o chão que pisas No sentir que invade Em rosas nossas Que despetalam Os dedos em sorrir Como criança que vai á escola E aprende a escrever Com o teu ensinar E com o meu aprender...
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O que importa é ser E ter o saber Mesmo que seja estranho O oxigênio que respiro A pele que há em mim A poesia... Na viagem que fazemos No tempo do advir No arrefecimento Da voz que se cala No perorar De sua palidez Escrito na tabula lisa O teu nome em minh'alma.
Ray Nascimento
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