
Regicidio
Data 12/08/2014 15:25:30 | Tópico: Sonetos
| Numa intensa tristeza, lamento profundo, no silêncio das Almas, quente e perturbante, ecoa ao longe, no Palácio da Pena, uma voz distante, um grito de dor que abrange todo o Mundo …
Vai morto El-Rei a passar! E num eterno segundo, seu filho, também. Atrás, D. Amélia, palpitante, de véu negro sobre o rosto, num silencio cortante!... Piedosa Senhora que leva cravado um punhal tão fundo!
Quão triste e penosa, quão amarga a vossa sorte! Que até o Mar reza calado, orações de morte, em severas toadas de límpido cristal …
Ó Senhora tão sozinha, perdoai esta gente fria, que ao matar aquelas vidas não via que vos feria … Que agora, a Pátria d’El-Rei, será o Céu de Portugal!
Ricardo Louro Em Évora
Ao Rei D. Carlos Ao Príncipe Real D. Luís Filipe Ao Infante D. Manuel E à Rainha D. Amélia
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