
SONHO DE TEMPLÁRIO
Data 29/07/2014 22:33:51 | Tópico: Poemas
| Minha adolescência foi repleta de sonhos de Lancelot e de Percival. Eu seria um cavaleiro a toda prova na luta contra o mal. Quase louco, da Távola Redonda, procurei algum vestígio! Na esperança de um dia cruzar com o rei Arthur, Cultivei os nobres sentimentos de cavaleiro E nomeei minha espada “excalibur”, Assim, conseguiria do rei algum prestígio! Mas, sonha-se, sonha-se,... um dia a realidade mostra sua carantonha! Descobri logo: eu não morava em Avalon. E no mundo da minha vida real, não basta ser bom e lutar contra o mal, Nem ser tão autêntico convém: Basta ser astuto e representar o papel de “homem de bem”! A nobreza e a bravura de cavaleiro ficam em plano terceiro. Ao invés da busca pelo Santo Graal: A luta pela sobrevivência de um simples comensal. As damas e as donzelas que personificavam a virtude e a candura, Dispensaram minha proteção de cavaleiro Para viverem suas aventuras, E ocuparem seus lugares na sociedade! Se o herói a cada obstáculo robustece a sua vontade, Foi então que descobri: eu não era herói de verdade. Quando a vida me exigiu prova mais rude, Não aguentei... não pude... Enfraqueceram-me as virtudes, Humanizaram-me as atitudes!
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