
A Minha Desventura
Data 26/07/2014 19:23:41 | Tópico: Sonetos
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A Minha Desventura
Dói-me a alma, dói-me a vida, Nesta luta que já não ganho; A minha desventura é de tal tamanho, Que nem a dormir ela me olvida;
Dia a dia é por ela acrescida, A infausta rede em que me emaranho; E se alguma ventura, enfim, apanho, Logo a malvada, cruel, trucida;
Disfarça-se, anda na ponta dos pezinhos, Envolve-me possuída de uma fome canina, E então, voraz, crava-me os seus espinhos;
E eu sei que um mal maior ela maquina; Ela quer atormentar-me em todos os caminhos, Para então me ver tombar em alguma esquina.
Helder Oliveira (Helder Ferreira de Oliveira)
(Feito numa altura em que o autor se sentia triste e desanimado.)
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