
Poema Fingido
Data 09/07/2014 21:10:59 | Tópico: Poemas
| Ando muito cansado Imito o Atlas antigo O mundo no costado Nem um ombro amigo
Para partilhar comigo Do peso que eu carrego Também eu não nego Que olho o meu umbigo.
Enxergo só o meu nariz Só penso no meu sossego Que fazer se tenho o ego E ele quem decide e diz
O caminho de ser feliz, O caminho do conforto? Mesmo que seja torto Não desvio nem um triz.
Não ao ator, nem à atriz. Atrás dos montes nasce o sol No horizonte rola o arrebol No jardim nasce a flor-de-liz.
Do nada nasce meu poema Eu invento, disfarço e minto. Digo, efetivamente, o que sinto. Abuso de tretas para os temas.
Quem dirá que sou um fingidor? Qual voz reverbera na parede futura? Para todo mal sempre haverá cura Desde que não se abata o tema... Amor!
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