
PORÕES DA VIOLÊNCIA
Data 25/04/2006 23:41:16 | Tópico: Poemas
| OS PORÕES DA VIOLÊNCIA
Nesta cela horripilante suja e fria, Que repugna e fere o meu coração, Digna de qualquer cão feroz imundo Sou astro, sob este teto e sobre este chão.
Pulsa nas artérias agitadas a solidão, Revolto-me pela crueldade de todos, Enfaro-me da violência que sofro, Maldita cela que fabrica loucos.
Esta grade que amedronta o forte, Esta podridão, que desrespeita o ser, Em lixo me transformam e forjam-me. Violento fico apenas pra sobreviver.
Suspiro vago, olhar rasteiro, Imagino a vida e o meu erro. Troféu de ferro que alucina, Não chore filho, o meu desterro.
Era feliz, alegre e amava o mundo, Tinha no coração a sede do amor. Amava à vida e compreendia a todos, Hoje resta-me a lembrança e a dor.
Criminoso fui não por natureza, mas sou Produto sei, de uma burguesia decadente, Sem liberdades e sem alegrias, na vida, Sou o bagaço restante, de um delinqüente.
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