
AOS SEM NOME
Data 21/01/2008 17:05:15 | Tópico: Sonetos
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Na mais indecorosa subsistência, sem nome Nem identidade, selectivas ruas desta cidade, É que o pobre andrajoso vai matando a fome Sem nem sequer saber mais, qual sua idade.
De alguém foram filhos, doutros seu cognome, Mas a vida madrasta, que bem cedo os invade, Não lhes deixou riquezas, tão pouco pronome, Para todos nós, não passam de uma raridade.
É vê-los nas lixeiras, procurando o que comer, Empurrando carrinhos, cheiinhos de papelão, Para vender, a um facínora sedento…qualquer.
E é com as míseras moedas, no bolso puído, Que eles vão comprar a deleitosa côdea de pão, Sem se ouvir desta gente, um único gemido.
Jorge Humberto 16/01/08
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