
A Noite Inteira
Data 20/06/2014 22:47:19 | Tópico: Poemas
| No dia em que caí no teu laço No visgo que você me colou Me vi presos aos teus braços Quando você me chamou de amor.
Não pude resistir aos afagos Dos olhos meigos e brilhantes Nem ao roçar dos rubros lábios Dos beijos tantos e adoçantes.
Das tardes de amor no relvado Embaixo de um velho arvoredo O mundo parecia estar parado Assistindo o matar dos desejos.
Até o vento se calou, abismado As fontes morreram de medo Os rios subiram para o espetáculo Quando viram os milhares de beijos.
Até o Céu ficou com algum receio Quando viu o amar insano e intenso Os bichos dos matos ficaram tensos Quando eu desvendei os teus seios.
Os deuses se mordiam de inveja Ao assistir eu te deflorando inteira Nosso travesseiro e cama era relva E muita gostosa era nossa brincadeira.
E o sol se foi banhar nas águas do oriente O céu deu lugar para o manto de estrelas Sossegados com nossos lábios dormentes Nus, dormimos agarradinhos a noite inteira.
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