
Enciclopédia Poética
Data 20/06/2014 02:50:07 | Tópico: Poemas
| Escutaram de montes uivantes Os gritos de um casmurro em solidão, Garotos de engenho subiram a elevação E do fogo morto das estradas solitárias Perceberam que não podiam seguir adiante!
A chuva que caía embelezava os lírios dos campos E nos urupês da existência os minutos condenados Eram os massapês das taipas sem portas Que abandonaram ao relento as cidades mortas Onde nas noites só havia o luzeiro dos pirilampos.
Na antítese do viver evidenciam-se os sertões Que ardem sentimentos causando angústias Com a poeira que enche a atmosfera de vidas secas E transformam na arena úmida dos corações A sensibilidade que a face dos notívagos enfeitam.
É hora de as estrelas brilharem no cume do firmamento Salpicando faíscas nas maçãs que viçam no escuro, Algumas são teimosas, armam-se de inexpugnáveis escudos Para combater a ousadia frenética das legiões estrangeiras Em cujos laços de família as maçãs são verdes, mas faceiras.
O mar se agiganta perante a estátua de Iracema E os guaranis cantam seus ritos com afã, Senhora das noites, a lua clareia Canaã Tornando amar um verbo intransitivo pleno de proteínas Que alimentam a sedenta verve do herói Macunaíma.
Os capitães povoam a ribalta na areia das enseadas Enquanto as madrugadas se escondem nas terras do sem fim, As tietas do agreste colhem flores em canteiros de jasmins Em que os cravos e canelas adornam a face de Gabriela Que lava seus pecados no riacho doce das bem amadas...
Crimes e castigos são impostos aos líderes das turbas Que violentam as milícias onde sargentos bebem cubas E perturbam o silêncio no recinto dos seminaristas... Exultam-se os corpos que têm o talento dos bíceps E em leituras guardam-se expressões do pequeno príncipe!
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