
[janelas mal fechadas que aguardam claridades...]
Data 11/06/2014 16:44:25 | Tópico: Poemas
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janelas mal fechadas que aguardam claridades para sempre Silêncios ou esta alegria esperando pelo final da tarde. Esperança fugidia.
Pudesse eu reter as mãos e o olhar no meio de uma fuga mais outra Onde o pranto corta as águas desabitadas Horas de cansaço.
Ser-te-ia penoso o raiar da manhã Quando descolorida Apenas gestos sem luz ou sons do infinito Antecedendo eternidade.
Existirá?
Fala-me do desejo sempre latente da pele Por este adormecer das palavras símiles a aves velozes retidas pela noite sem o cheiro da canela ou o toque das sedas puras.
Amanhã.
I
Cobre-me com o frio que sustenta os cometas errantes Sem lugar ou distâncias longes demais Onde um mar silencia os passos a cada Maré Plena.
São horas escondidas (jamais escolhidas).
II
Acorda o infinito das espumas Pela exaltação dos teus braços Atemporal te seja
Esse desejo silenciado
[do mar se diz de pleno]
Que se desfaz Que me inquieta.
(Ricardo Pocinho)
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